
Ponho um beijo
demorado
no topo do teu joelho
Desço-te a perna
arrastando
a saliva pelo meio
Onde a língua
segue o trilho
até onde vai o beijo
Não há nada
que disfarce
de ti aquilo que vejo
Em torno um mar
tão revolto
no cume o cimo do tempo
E os lençóis desalinhados
como se fosse
de vento
Volto então ao teu
joelho
entreabrindo-te as pernas
Deixando a boca
faminta
seguir o desejo nelas.
é interessante esta questão de ser uma mulher a fazer estes versos, pois poderiam ser feitos por um homem. Claro que a poesia não tem género, mas mesmo assim haverá algum paralelismo com as Cantigas de Amigo neste particular? Sabe alguma coisa disso? Já não é a 1ª vez que penso nisso qd aqui leio os poemas de Maria Teresa Horta, como sou uma ignorante na matéria gostava de saber. Obrigada
ResponderEliminarBoa tarde António!
ResponderEliminarÉ sempre muito bom reler os poemas de Maria Teresa Horta.Gosto deste, em particular.
Beijo e uma ótima semana pra ti.