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domingo, 8 de dezembro de 2019

Britain’s nightmare before Christmas

A divided country faces an election that will tear it still further apart


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British voters keep being called to the polls—and each time the options before them are worse. Labour and the Conservatives, once parties of the centre-left and -right, have steadily grown further apart in the three elections of the past four years. Next week voters face their starkest choice yet, between Boris Johnson, whose Tories promise a hard Brexit, and Jeremy Corbyn, whose Labour Party plans to “rewrite the rules of the economy” along radical socialist lines. Mr Johnson runs the most unpopular new government on record; Mr Corbyn is the most unpopular leader of the opposition. On Friday the 13th, unlucky Britons will wake to find one of these horrors in charge.
At the last election, two years and a political era ago, we regretted the drift to the extremes. Today’s manifestos go a lot further. In 2017 Labour was on the left of the European mainstream. Today it would seize 10% of large firms’ equity, to be held in funds paying out mostly to the exchequer rather than to the workers who are meant to be the beneficiaries. It would phase in a four-day week, supposedly with no loss of pay. The list of industries to be nationalised seems only to grow. Drug patents could be forcibly licensed. The bill for a rapid increase in spending would fall on the rich and companies, whose tax burden would go from the lowest in the g7 to the highest. It is an attempt to deal with 21st-century problems using policies that failed in the 20th.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

What Cancel Culture Looked Like in the Middle Ages | NYT Opinion

The internet didn't invent the angry mob. In the satirical Video Op-Ed above, cancel culture is reimagined with the help of a medieval mob. Pray thee, the video begs, is there any room left for transgression? These days, it seems like everyone’s being canceled — from celebrities like Louis C.K. and Kanye West to ordinary high-schoolers. Some cancellations are temporary (we’re looking at you, Aziz Ansari). Some seem permanent (has anyone even seen R. Kelly?). But all are very public. And rarely is an apology good enough. Even more rare: redemption. Last month, former President Barack Obama urged young people to leave cancel culture behind. “This idea of purity and you’re never compromised and you’re always politically ‘woke’ and all that stuff” he said, “you should get over that quickly.” A mob quickly rose to the defense of cancel culture, sprinkled with a bit of “O.K. Boomer” judgment. For a brief moment, we wondered: Could even President Obama be canceled?





What Cancel Culture Looked Like in the Middle Ages | NYT Opinion



sábado, 9 de fevereiro de 2019

Democracy Dies in Darkness

Because knowing empowers us.
Knowing helps us decide. Knowing keeps us free.
For more than 140 years The Washington Post has been a key part of democracy,
holding government accountable and safeguarding the interests of readers.





 


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Fond Farewell






Today Ambassador Sherman departs Portugal for the final time as U.S. Ambassador but we are sure he will be back to visit.
“Portugal you have captured my heart and I will never be able to truly say goodbye. Vou ter muitas saudades de Portugal.” – Ambassador Robert Sherman




sexta-feira, 16 de setembro de 2016

sábado, 30 de julho de 2016

segunda-feira, 11 de julho de 2016

President Obama on Twitter

 
“Love him or hate him, u can't deny his talent , No sportsman deserves this esp in a final #Ronaldo #Euro2016Final”

sábado, 16 de janeiro de 2016

Leituras


Derrota ideológica e vitória política


(Pacheco Pereira, in Público, 16/01/2016)
Autor
                Pacheco Pereira
Muitas vezes pergunto se a maioria daquilo que hoje passa por ser um radicalismo da esquerda (e que a direita saliva ao ouvir) não é pouco mais do que moderadamente social-democrata ou democrata-cristão.

Uma coisa a esquerda deve compreender com toda a clareza: a direita venceu a batalha ideológica nos últimos anos. Mais: essa vitória tem profundas repercussões nos anos futuros e molda a opinião pública. É uma vitória muito perigosa e pegajosa, porque se coloca no terreno daquilo que os sociólogos chamam “background assumptions”, molda o nosso pensamento sem trazer assinatura, parece a “realidade” quando é uma construção ideológica. No entanto, convém não confundir duas coisas distintas, a ideologia e política. E a direita perdeu a batalha política, o que ajuda a ocultar a sua vitória ideológica. O problema é que a solidez da vitória ideológica é maior do que a solidez da vitória política.
Para começar, obrigou-me a contragosto a ter que retomar uma linguagem esquerda-direita, que de há muito penso estar ultrapassada e ter mais equívocos do que vantagens. Sim, já sei, conheço a frase de Alain sobre que quem pensa que não é de esquerda nem de direita é de direita, mas hoje a frase oculta mais do que revela.
Considero este retorno a um quadro de dualidades, que só pode ser usado numa perspectiva histórica ou sentimental, um dos estragos mais recentes sobre possibilidade de se sair de uma política do passado. Pode servir para dar identidade, mas explica cada vez menos o que se passa. Um exemplo, é a crítica ao consumismo oriunda da esquerda que preparou o terreno e encaixou perfeitamente na crítica da direita ao “viver acima das suas posses”, em ambos os casos centrando-se na culpabilização dos consumos típicos da classe média. Mais do que de esquerda e direita, estas posições são socialmente reaccionárias.
Num país em que a construção de uma classe média é recente e traz consigo uma nova liberdade face à pobreza e à memória recente da pobreza, isso significa pôr em causa muitos aspectos do mecanismo de elevador social e abre caminho, por exemplo, à negação de que a educação possa ser um elemento fundamental dessa ascensão social. Alguns autores usam a crítica à ideologia republicana da “escola” para pôr em causa aquilo a que chamam o “mito” da educação.
A verdade é que em termos ideológicos, e também em termos políticos, passámos do cinema para a lanterna mágica. Andámos para trás, e isso acontece mais vezes do que aquilo que se deseja. Com a experiência de um Tea Party à portuguesa, ficamos “liberais” à americana. Por isso, lá tive, a contragosto e moendo-me todo, que voltar a falar a linguagem paupérrima da dualidade esquerda-direita.
Este retorno ao dualismo esquerda-direita foi uma vitória do PP de Monteiro-Portas e do Bloco de Esquerda. A sua vítima foi o centro político e o antigo PSD reformista. Ver o PSD de Passos e seus amigos a aceitar com toda a naturalidade serem classificados de direita, foi uma ruptura clara e explícita com o PSD de Sá Carneiro. Do outro lado, o PS evitou cuidadosamente auto nomear-se de esquerda, como se a palavra tivesse sarna, já para não dizer que os diminuía face aos seus novos amigos da banca e dos negócios nos últimos anos. A “terceira via” foi o caminho. Renderam-se todos aos “mercados” como Deus ex machina da política e isso desarmou-os ideologicamente.
Por isso, todo o espectro político está puxado à direita e, por reflexo, deixou apenas franjas na esquerda. As verdadeiras fracturas são hoje de outro tipo e não ganham nada em serem pensadas na dicotomia esquerda-direita. O caso mais flagrante é a questão da democracia e soberania, a perda de poderes do voto dos portugueses, cujo parlamento não tem capacidade orçamental, e a entrega à burocracia transnacional de Bruxelas dos principais instrumentos de governação de um país que era suposto ser independente, ou seja, é mais importante a posição face à “Europa”. E aqui a divisão esquerda-direita não é fácil de fazer.
Mais relevante para perceber o que se passou é ver como o programa social virou parte do centro e da direita para o radicalismo e puxou parte da esquerda para ocupar esse centro. Será que a esquerda não se interroga se muitas das medidas que hoje enuncia como sendo o supra-sumo da esquerda, como seja a reposição de salários e pensões, não são propriamente de esquerda, e só se tornaram de esquerda pela radicalização da direita? Muitas vezes pergunto se a maioria daquilo que hoje passa por ser um radicalismo da esquerda (e que a direita saliva ao ouvir) não é pouco mais do que moderadamente social-democrata ou democrata-cristão.
Ainda recentemente ouvi com atenção uma intervenção de Marisa Matias fazendo para mim uma classificação interior daquilo que era ideologicamente de esquerda e, com excepção da questão das privatizações versus nacionalizações, tudo era da mais pacífica doutrina social da igreja, podia ser dito pela Caritas, por um democrata cristão ou um social-democrata se ainda os houvesse. Até o Papa Francisco, nestes termos, estaria muito mais à esquerda.
O mal é da Marisa Matias? Não, é de nos termos deixado enredar numa confusão entre o interlocutor e o conteúdo da interlocução. Por isso, exames, pensões, reformas, feriados, tudo passou a ser não apenas de esquerda, mas do radicalismo de esquerda, apenas porque só partidos que se auto-classificam de esquerda o fazem. Aceitar que alguém diga isto sem um atestado de ignorância ou uma gargalhada mostra a nossa pauperização política e ideológica.
É por isso que um deputado do ex-PaF se dizia muito surpreendido por o Bloco de Esquerda defender o feriado do Corpo de Deus, sem perceber que o problema é ele ter colocado uma vulgata do “economês” acima de um dia em que se reza ao divino e em que a Igreja quer que as mundanais preocupações dêem lugar à fé. O que se passou é que a radicalização da direita deixou um terreno vazio ao centro que faz com que uma esquerda moderadíssima pareça o bolchevique com uma faca entre os dentes.
A aceitação de que a classificação política dos outros seja feita pela direita radical, coisa que a ala direita do PS interiorizou completamente, é um dos aspectos dessa vitória ideológica. A direita mais radical interiorizou em muitos portugueses um modo de pensar, uma maneira de defrontar os problemas, uma forma de questionar, uma interpretação da vida social, da economia, do estado, que é de facção, mas que muitos aceitam sem questionar.
O esplendor dessa vitória ideológica surge quando um qualquer jornalista puxa do coldre a pergunta “quanto custa?” e “quem paga?”, sempre que se fala de salários, pensões, reformas, diminuição dos horários de trabalhos, qualquer coisa que diga respeito ao mundo do trabalho e não faz o mesmo em todas as outras circunstâncias. Já viram um jornalista confrontar um gestor ou um empresário com a pergunta de “quem paga?” e “quanto custam’” os erros de gestão, a falta de competitividade das empresas devida à má qualidade dos seus empresários, a fuga ao fisco “legal”, etc?
Já viram um jornalista, com a mesma imediaticidade pavloviana do “quem paga?”, perguntar a um banqueiro se ele acha justo que os erros de gestão da banca tenham que ser pagos pelos contribuintes? Não, porque o jornalista já deu na sua cabeça a resposta ideológica, “é preciso salvar o sistema financeiro”.
Por que razão não há sanção moral pública com as muitas pessoas com riqueza acima de um milhão de euros que estão a fazer à pressa doações para escapar à eventualidade de o governo PS criar um imposto sucessório, ao mesmo tempo que não perdem oportunidade de penalizarem moralmente os mandriões dos trabalhadores dos transportes?
É isto a fractura entre a esquerda e direita? Não, é uma fractura que um homem ou mulher honesto, podem colocar noutras palavras como seja a decência. Se admitirmos que há “bom senso” no pensamento, então também podemos admitir que o “bom senso” da ética é a decência.
Recoloquemos aí muito daquilo que é hoje uma falsa fractura ideológica, não porque isso seja um limbo ideológico, mas porque essa recolocação ajuda a limpar o terreno. Depois podemos partir para as fracturas ideológicas do passado, que conhecemos como de esquerda e direita e analisá-las e teremos algumas surpresas pela inversão de alguns papéis. E depois podemos voltar ao limbo inicial para ver se ele subsiste para além de um sistema de valores e se o podemos arrumar de outro modo, limpando-o da superioridade moral que acarreta o uso de valores em política. Para combater a ideologia da direita radical precisamos de algum retorno à moralidade, como os espanhóis compreenderam com as suas “marchas pela dignidade”, e depois então vamos à política pura e dura para nos desentendermos, a boa coisa do debate em democracia e liberdade.

http://estatuadesal.com/

domingo, 8 de novembro de 2015

Jornalismo atual numa imagem


« Uma master class sobre o jornalismo atual numa imagem. »

Paulo Querido, no Facebook



Ambos recebem… MAS...

Tudo é uma questão de como se é dada a notícia… 
 


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades




E afora este mudar-se cada dia, 
Outra mudança faz de mor espanto, 
Que não se muda já como soía. 


Luís Vaz de Camões, in "Sonetos" 


sábado, 17 de outubro de 2015

«Vamos dar nome as coisas?», pergunta Ana Lourenço




A entrevista de João Araújo a Ana Lourenço foi transmitida ontem, logo a abrir a Edição da Noite da SIC Notícias. O vídeo acima reproduzido transcreve parte da entrevista, que pode ser vista na íntegra aqui.