A par de António Borges, o
atribulado I Fórum Empresarial do Algarve foi abrilhantado pela presença de
Alexandre Soares dos Santos. O senhor, que nunca se coibiu de insultar quem não
se vergou aos seus caprichos ou interesses, mostrou-se muito incomodado com as
reacções à pesporrência do seu funcionário, considerando até uma “chatice”
a circunstância de a CIP ter declarado que nenhuma das empresas que fazem parte
desta associação patronal contrataria António Borges seja para o que
for.
Apesar deste gesto simpático de Soares dos Santos, a verdade é que o seu funcionário disse vários disparates no Algarve e o patrão repetiu-os sem pestanejar, como se estivesse ao corrente da problemática da despesa do Estado: “80 por cento das despesas do Estado são salários”. Este quadro, elaborado pelo Ministério das Finanças e reproduzido num trabalho de Eugénio Rosa, revela quão consistentes são os sermões desta gente:
Aliás, Alexandre Soares dos Santos estava tão empolgado no I Fórum Empresarial do Algarve que, no seu jeito muito próprio, não ficou a dever nada a Borges: “Os baixos salários não resolvem situação nenhuma e as pessoas não têm vontade nenhuma para ir trabalhar para receber menos de 500 euros depois dos impostos”. Por acaso, Pedro Vieira é uma pessoa bem informada e conhece as tabelas salariais (no caso, as de 2010, que não devem estar longe dos valores praticados hoje em dia) lá das mercearias, o que leva a crer que andará tudo com muito pouca vontade de trabalhar de Janeiro a Janeiro:
Apesar deste gesto simpático de Soares dos Santos, a verdade é que o seu funcionário disse vários disparates no Algarve e o patrão repetiu-os sem pestanejar, como se estivesse ao corrente da problemática da despesa do Estado: “80 por cento das despesas do Estado são salários”. Este quadro, elaborado pelo Ministério das Finanças e reproduzido num trabalho de Eugénio Rosa, revela quão consistentes são os sermões desta gente:
Aliás, Alexandre Soares dos Santos estava tão empolgado no I Fórum Empresarial do Algarve que, no seu jeito muito próprio, não ficou a dever nada a Borges: “Os baixos salários não resolvem situação nenhuma e as pessoas não têm vontade nenhuma para ir trabalhar para receber menos de 500 euros depois dos impostos”. Por acaso, Pedro Vieira é uma pessoa bem informada e conhece as tabelas salariais (no caso, as de 2010, que não devem estar longe dos valores praticados hoje em dia) lá das mercearias, o que leva a crer que andará tudo com muito pouca vontade de trabalhar de Janeiro a Janeiro:
{Miguel Abrantes | Blog Câmara Corporativa}


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