
(oju-oritá e/ou conversas de Merleau-Ponty)
Quando você abre os olhos
Você pode ver tudo
Pensar que vê tudo
Tudo pode ser visto
Ver-se em nada que é visto
Quando você abre os olhos
Pode tentar pegar coisas com olhos
Pegar pensamentos nos olhos
Partir do momento onde os olhos
Param de saber que são olhos
Quando você abre os olhos
As coisas perdem os nomes
O tempo é sempre presente
E o presente são os nomes
Nomes do presente
Fluxo
Tempo
Você abre os olhos e vê
Você está
Jardins...
Ericson Pires nasceu no Rio de Janeiro. É poeta, performer. Fundador do Grupo Hapax, também é editor da Revista Global Brasil e militante da Rede Universidade Nômade. Doutor em Estudos de Literatura pela Puc-Rio é Professor Adjunto do Instituto de Artes da UERJ e participa do PACC (Programa Avançado de Cultura Contemporânea) da ECO-UFRJ. Publicou Cinema Garganta, em 2002; Cidade Ocupada, 2007 e Pele Tecido em 2010.
:::Corujão da Poesis\Blog do Noblat
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