
“São dois anos de sacrifício, depois virá a ‘terra do leite e do mel’. Nada de mais demagógico para levar as pessoas à passividade. Daqui a dois anos estaremos com a economia afundada e, mesmo qualquer crescimento que se viesse a verificar parte de um nível tão baixo e seria tão incipiente que não tinha significado, nem em termos económicos, nem em termos financeiros, nem de criação de emprego”, afirmou Jerónimo de Sousa, na abertura das jornadas parlamentares do PCP, a decorrer em Torres Vedras.
Com a manifestação de sábado da CGTP, “a operação resignação sofreu um revés”, afirmou, alertando para futuras operações a desenvolver perante a “ofensiva contra o povo português e os trabalhadores”. “O verniz e as falas mansas vão começar a estalar”, adverte.
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É por estas, e por muitas outras, que a direita adora o PCP. Para além de serem completamente previsíveis, como inveterados conservadores que são, ficam felizes sempre que enchem as camionetas para trazer a malta até Lisboa a passeio. A lógica é exactamente a mesma das paradas militares, por isso os desfiles são organizados com disciplina férrea e os camaradas não suportam miúdos armados em revolucionários da montra partida e do gás lacrimogéneo.
Jerónimo diz que a “operação resignação” sofreu um “revés”. Jerónimo combate a demagogia declarando que a passividade consiste em não participar nas manifestações do PCP e da CGTP. Jerónimo é um dos mais simpáticos pilares do sistema.
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