quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

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Eduardo Pitta
Blog Da Literatua

O que está a suceder em vários aeroportos europeus, com Heathrow a servir de padrão, ilustra bem a tranquibérnia liberal. Como se nunca tivesse nevado em Inglaterra. Um aeroporto com a dimensão de Heathrow, a operar a 30% da sua capacidade, configura uma situação de pré-calamidade. À escala global, Heathrow é o aeroporto com maior volume de tráfego. Está praticamente parado há vários dias. Cameron ofereceu a ajuda do exército para limpar as pistas. A BAA recusou. Cameron fez boquinha mas ficou-se.

A gente sabe que a gestão de um aeroporto custa dinheiro. Nem a BAA (na Inglaterra, no País de Gales e na Escócia) nem a ANA têm por missão fazer filantropia. OK. Mas em situações extremas os governos têm a obrigação de intervir. A colaboração do exército não devia ter sido oferecida como quem sugere scones num velório. Devia ter sido imposta. Imagino que um governo do Labour o tivesse feito.

Isto não tem nada a ver com neve. Tem a ver com custos de manutenção. O Reino Unido está de tanga? A gente sabe que sim. Mas assobiar para o lado não resolve nada. Bruxelas já reagiu. Pudera! O aeroporto da capital belga está paralisado por... falta de líquido descongelante. Siim Kallas, comissário europeu dos Transportes, aconselhou as companhias aéreas a processar os aeroportos. Afinal, disse ele, «a neve na Europa ocidental não é uma circunstância excepcional.» Portanto, se Cameron não sabe como se faz, pergunte a Zapatero. Estado de alarme, já!

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