quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Big News

Show-Off, por Eduardo Pitta, Blog Da Literatura


Deram em nada as negociações entre o governo e o PSD com vista a viabilizar o OE 2011. O mercado já reagiu. Ao contrário de muitos que acreditaram ou fingiram acreditar num acordo, estas negociações pareceram-me extravagantes. Ainda se fosse para aprovar o OE! Mas para que o PSD pudesse abster-se? Não faz sentido. Para o bem e para o mal, o PSD ficaria amarrado às consequências do OE: sobrecarga fiscal, cortes salariais, mais desemprego, estagnação da economia, etc. Coisa diferente de abster-se sem discutir o documento, como sugeriram Manuela Ferreira Leite, Pacheco Pereira, Medina Carreira, Bagão Félix e outros.

Eduardo Catroga, que era tido como homem sério, insinuou hoje de manhã que um acordo de princípio teria sido vetado pelo primeiro-ministro. Foi categoricamente desmentido pelo ministro das Finanças. Teixeira dos Santos fez (com ênfase) a cronologia das reuniões, minutas, propostas e contra-propostas das partes.

Um detalhe: na proposta de OE 2011, as deduções fiscais com educação, saúde e habitação afectam um milhão e seiscentos mil agregados familiares. O PSD contrapôs cinquenta mil agregados familiares. Em resposta, o governo aceitou isentar um milhão de agregados familiares, ficando apenas seiscentos mil agregados familiares com cortes nas referidas deduções. O PSD não aceitou.

O Presidente da República convocou o Conselho de Estado para a próxima sexta-feira. Hoje, ao fim da tarde, o PSD reúne a Comissão Política. Passos Coelho fala ao país às 20h. A ver vamos.










'Hay Presidente? Soy a favor!' , por Ferreira Fernandes

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