terça-feira, 25 de maio de 2010

Vai-te, Poesia!


Vai-te, Poesia!

Deixa-me ver a vida
exacta e intolerável
neste planeta feito de carne humana a chorar
onde um anjo me arrasta todas as noites para casa pelos cabelos
com bandeiras de lume nos olhos,
para fabricar sonhos
carregados de dinamite de lágrimas.

Vai-te, Poesia!

Não quero cantar.
Quero gritar!


José Gomes Ferreira

1 comentário:

  1. Boa noite António!
    Essa poesia veio ao encontro do que estou sentindo....
    (...)

    Não quero cantar.
    Quero gritar!
    Beijos....

    ResponderEliminar