
Francisco José Viegas
Correio da Manhã
Nascido há 100 anos (cumprem-se hoje), Samuel Barber é um nome pouco conhecido, mas, mesmo assim, merece que recordemos a efeméride. Um nome a mais não destrói o cérebro.
Recordo a sua música em dias de chuva – em tempos comecei um livro com uma das suas composições, o notável e popular adágio do seu Quarteto nº 1 para orquestra de cordas (1938). Se é verdade que é considerado um dos grandes representantes da música e da ópera americanas, isso não deve afastar-nos do essencial: a sua obra é de uma melancolia absorvente e definitiva, na contramão dos "fabulosos anos 30 e 40" – uma profecia sobre o abismo, uma melodia incessante e impossível de esquecer. Vantagens dos tempos modernos: podem ir ao YouTube e escutar o Adágio de Samuel Barber.
Sem comentários:
Enviar um comentário