
Quando se quer
da distância fazer
perto.
Quando se inventa
do outro
a melhor parte.
Quando se toma a lonjura
e por certo, se tem do incerto
aquilo que não sabe.
Quando se inventa na espera
o que adivinha
ser pelo excesso a linha do baraço.
Quando a ausência vacila
no silêncio e traz de volta
o fogo no regaço.
Maria Teresa Horta
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